Início País Linha do Metro permanece interrompida. Responsabilidades ainda por apurar

Linha do Metro permanece interrompida. Responsabilidades ainda por apurar

Quatro pessoas sofreram ferimentos ligeiros, na terça-feira, na sequência da queda de parte da laje do túnel do metropolitano sobre carruagens, na estação da Praça de Espanha, em LisboaO comboio já foi retirado e foi feita a limpeza do local, aguardando-se agora a aprovação do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para que os trabalhos de reparação prossigam.

Em conferência de imprensa esta terça-feira na Praça de Espanha, Vítor Domingues dos Santos, presidente do Metropolitano de Lisboa, explicou que o troço afetado na linha Azul permanece interrompido.

“Aguardamos a aprovação do LNEC. Os trabalhos já se iniciaram, toda a limpeza foi efetuada, o comboio retirado e o buraco que tínhamos ontem já está tapado por baixo com cofragem. Com um bocadinho de sorte esperamos reduzir os prazos de corte da Linha Azul entre as Laranjeiras e o Marquês de Pombal”, declarou.

Recorde-se que, na sequência do incidente, prevê-se que a estação da Praça de Espanha esteja encerrada entre um a dois dias e a circulação na Linha Azul passou a ser feita entre a Reboleira e as Laranjeiras e do Marquês de Pombal até Santa Apolónia, com a Carris a assegurar o transporte alternativo na zona afetada.

“Um erro técnico”

Na tarde de terça-feira, o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Castro, deslocou-se ao local e indicou, em declarações aos jornalistas, que na base do desabamento terá estado “um erro técnico” decorrente das obras que estão a ser realizadas na Praça de Espanha, mas só se poderá confirmar após serem avaliadas as responsabilidades, num inquérito que já arrancou.

Também ontem esteve no local Vitor Domingues dos Santos, que detalhou que a demolição de parte da estrutura de betão armado furou a galeria, “que já é muito antiga, danificando o comboio que estava no momento a passar”.

O responsável frisou que a “abóbada do metro terá de ser reforçada” e explicou que a estrutura “é uma mistura de pedra e betão, uma mistura frágil, com cerca de 50 anos”.

Vitor Domingues Santos salientou também que o LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil foi chamado ao local e “só depois de todas as conclusões” se saberá o que aconteceu – até lá, “é especulação, há que esperar”. “Foi um acidente que aconteceu, não houve vítimas mortais. Agora é aguardar pela peritagem para tirar conclusões”, frisou.

As obras do novo Parque Urbano da Praça de Espanha começaram em 13 de janeiro e deverão estar concluídas este ano.

Na altura do lançamento da empreitada, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, disse que a intervenção inclui “um número muito significativo de árvores”, zonas de “clareiras de fruição”, parques infantis, esplanadas e quiosques, retomando a água como “elemento central” do espaço.

A empreitada, lançada com um preço base superior a seis milhões de euros, inclui também uma transformação da rede viária atual em dois grandes cruzamentos.