Início Politica Agressões a bombeiros de Borba “aquecem” debate e dividem Parlamento

Agressões a bombeiros de Borba “aquecem” debate e dividem Parlamento

O Parlamento dividiu-se hoje no debate de resoluções em solidariedade com os bombeiros de Borba; alvo de agressão há duas semanas, chumbou os textos do CDS e Chega e aprovou cinco, do PCP, BE, PEV, PSD e PS.

Adiscussão foi acalorada entre o CDS e os partidos da esquerda, a ponto de Pedro Filipe Soares, do BE; se ter dirigido ao deputado centrista como “Telmo Ventura”, para a seguir pedir “perdão” com a confusão com o parlamentar do Chega, André Ventura.

Filipe Soares acusou a direita, CDS e Chega, de fazerem “politiquice com um ato grave”, condenável; de agressão a bombeiros e advertiu que “o essencial” é punir os responsáveis e “não fazer generalizações” com um ato de violência; como o que aconteceu com a invasão do quartel de bombeiros, de que resultou dois feridos.

Minutos antes, Telmo Correia apelidou os votos das bancadas de “contra-votos”, e afirmou que a apresentação dos votos de solidariedade “é política, não é aproveitamento”.

O deputado apontou ainda ao “governo que é incompetente, que não garante meios às forças de segurança” e aos bombeiros; por exemplo, acusando os partidos de esquerda, da “geringonça”, de protegerem ainda hoje o executivo.

Para o PSD, disse o deputado Carlos Peixoto, tratou-se de um “ato de violência” que é “totalmente inaceitável e inadmissível; seja lá qual foi o autor ou a etnia” dos responsáveis.

E criticou o ministro da Administração Interna por, nas suas palavras, ter “desvalorizado e diminuído o incidente”.

Certamente, Pelo PCP, o líder parlamentar, João Oliveira, acusou a direita de “tentativa de aproveitamento”, de empolarem os acontecimentos e procurarem “fazer vingar o discurso de ódio”.

Assim, Tal como os deputados dos restantes partidos, Norberto Patinho, do PS, condenou “veementemente” os acontecimentos, mas alertou que “é importante que são se façam generalizações” a partir de um incidente.