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Morte de milionário acusado de tráfico de menores

Jeffrey Epstein aguardava julgamento quando foi encontrado morto na cela.

A morte do multimilionário Jeffrey Epstein, encontrado na cela da prisão onde estava detido. Está envolta num misto de dúvidas e mistério que ganhou proporções nas redes sociais.

Assim, acusado de abuso sexual e tráfico de menores, Jeffrey Epstein aguardava julgamento (que lhe podia valer uma pena de 45 anos de prisão) quando foi encontrado morto. As autoridades garantem que Jeffrey se enforcou. No entanto, ainda fica por explicar o facto de não estar a ser vigiado. 

Então, o multimilionário de 66 anos era uma das figuras mais conhecidas dos EUA. Jeffrey estava rodeado de um núcleo de amigos poderosos onde se incluia o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O antigo presidente do país, Bill Cliton e ainda o príncipe André, filho da Rainha Isabel II, que segundo o jornal britânico The Guardian, também estaria envolvido na rede de trafico.

A revolta das vítimas com o desfecho da história
Nos últimos dias, as redes sociais têm servido de palco para uma série de reações. Desde as vítimas aos políticos e até jornalistas.

Assim, as primeiras reações são das vítimas que consideram que o suicídio do multimilionário impede que seja feita justiça. 

“Estou zangada porque Jeffrey Epstein não terá de enfrentar as sobreviventes do seu abuso em tribunal. Declarou Jennifer Araoz, que afirma ter sido abusada sexualmente pelo milionário, na sua mansão, quando tinha 15 anos de idade.

“Nós temos de viver com as cicatrizes das suas ações para o resto da nossa vida, enquanto que ele nunca terá de enfrentar as consequências dos crimes que cometeu, da dor e do trauma que provocou em tantas pessoas”, acrescentou Araoz.